terça-feira, agosto 01, 2006


Faz frio lá fora,mas posso garantir que o frio aqui dentro é muito mais intenso. Os dias passam, como se tivessem me atropelando e eu ainda insisto em levantar a cada novo amanhecer.
Eu mal consigo colocar esse turbilhão de pensamentos em ordem. E a tua vida corre bem...
Eu não deveria me indignar com tal situação, fui eu que te criei, fui que não soube a hora certa de parar ou quem sabe de te dar um tchau.
Quem me conhece sabe que dificilmente eu me contento em apenas falar, tenho que ter a última palavra, tenho que decidir, tenho que ter todas as cartas na manga...sempre.
Mesmo longe eu não deixei de *participar* da tua vida e que tão fácil eu cai nas tuas palavras?! Mas independente eu ainda não me ceguei e vejo o quanto as tuas palavras não condizem com as tuas atitudes, eu ainda espero tua máscara cair.
És a melhor Polyanna da história, e esse mundo que tu criou, pra ti e pros teus figurantes, me fazem questionar o que foi realmente que me fez acreditar que um dia seriamos dois?!
Tenho certeza que um dia esquecerei como é fácil sentir saudades, das decepções, do teu sorriso, das tuas palavras bem escolhidas, dos nossos planos...
Os planos são só meus, eu mesmo seguro minha mão.
Por mais que tudo em mim grite o teu nome, o meu coração possui marcas o bastante para pensar duas vezes antes de voltar atrás.






“Someone is there, waiting for my song
I´m only looking for someone who sings along
When all my dreams, finally reach yours
we will uprise and maybe find our true love,
We will uprise and maybe find our true love.”

segunda-feira, julho 31, 2006

Crash into me

You've got your ballyou've got your chain
Tied to me tight tie me up againwho's got the claws in you my friendinto your heart
I'll beat againsweet like candy to my soulsweet you rock and sweet you rolllost for you
I'm so lost for youyou come crash into meand i come into you, i come into youin a boys dreamin a boys dream
Touch your lips just so i knowIn your eye, love, it glows so
I'm bare-boned and crazy for you
When you come crash into me, baby
And i come into youIn a boys dream
In a boys dreamIf
I've gone overboardthen
I'm begging you to forgive me
In my haste
When I'm holding you so girl close to me
Oh and you come crash into me, babyAnd
I come into you
Hike up your skirt a little moreand show your world to me
Hike up your skirt a little moreand show your world to me
In a boys dream...in a boys dream
Oh i watch you there through the windowand i stare at you
You wear nothing but you wear it so well
Tied up and twisted, the way
I'd like to be
For you, for me, come crash into meI'm the king of the castle
You're the dirty rascle
Crash into me
Please crash into me, Babe
For this I see the wave go crash into me
I see the wave comin' crash into me
Crash into me

Amor clandestino


Um dia você vai ter um. Você solteiro e o outro casado, ou você casado e o outro solteiro, ou ambos casados. Não é um amor como os outros. Amor clandestino é amor bandido, fora dos padrões. Requer encontros secretos, sussurros ao telefone, algumas datas impossíveis de serem compartilhadas e muita saudade. Ou seja: é nitroglicerina pura! Nenhum desgaste do cotidiano, nada de sogra, cunhada e, melhor ainda, nada de filhos! É só os dois e aquelas horas contadinhas no relógio, impedindo que o casal perca tempo com qualquer outra coisa que não seja prazer. No entanto, as pessoas sofrem por causa destes amores. Se é tudo uma festa, qual é a bronca? O amor clandestino, pra começar, é superestimado. Ele tem a cara dos contos-de-fada, dos filmes que passam no cinema, das cenas de novela. Vivenciamos uma idealização: o par perfeito, que vive entre quatro paredes e que ignora o que acontece do lado da porta da rua pra fora. Já que se vêem pouco, as palavras de amor transbordam, e como ao menos um dos dois é comprometido, o jogo da sedução é ininterrupto. O sexo é a estrela da casa, por causa dele a relação nasceu e se mantém. Não é um amor como os outros, e isso é tão bom que acaba se tornando um problema. Terminar uma relação assim é acordar de um sonho. E persistir numa relação assim é um pesadelo. O amor precisa ser ventilado, sair pra rua, respirar ar puro. O amor precisa de duas pessoas em igualdade de condições. Acreditar que basta uma cabana é ilusão: o amor precisa ser testemunhado. Amores clandestinos são tentadores para as pessoas vaidosas, que precisam certificar-se do seu poder de fogo, que necessitam conquistar e serem conquistadas. Quem não tem esta vaidade? Umas sufocam, outras topam a parada. Uns saem da experiência revitalizados, outros atolam. É muito difícil medir o verdadeiro amor diante de uma relação tão cheia de significados, com tantas armadilhas no caminho, com todo o ilusionismo que a sustenta. O que parece amor pode ser apenas uma fantasia levada às últimas conseqüências. E o que parece apenas uma fantasia levada às últimas conseqüências pode ser mesmo amor. Falta parâmetros para medir este amor intramuros. É o céu e o inferno de quem se atreve.

domingo, julho 30, 2006


"Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim. É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento. Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado."

quinta-feira, julho 20, 2006


One Last Cry

Marina Elali

My shattered dreams and broken heart
Are mending on the shelf
I saw you holding hands
Standing close to someone else
Now I sit all alone
Wishing all my feeling was gone
I gave my best to you
Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind
I've gotta put you out of my mind this time
Stop living a lie
I guess I'm down to my last cry
I was here you were there
Guess we never could agree
While the sun shines on you
I need some love to rain on me Still I sit all alone
Wishing all my feeling was gone
Gotta get over you
Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry Before I leave it all behind
I've gotta put you out of my mind this time
Stop living a lie I know
I’ve gotta be strong
‘Cause ‘round me life goes on and on and on and on
But have one last cry One last cry
Before I leave it all behind
I've gotta put you out of my mind for the very last time
Been living a lie
I guess I'm down I guess
I'm down I guess I'm down
To my last cry

segunda-feira, julho 17, 2006

As vacas magras

... é porque entrei demais na sua intimidade
que estou fora dela
o excesso de amor nos separou
(Cacaso, Beijo na boca)

quinta-feira, julho 13, 2006

Aqui...


Existe um momento na vida em que você tem que separar tudo que já viveu daquilo que está por vir. Existe algo que ninguém pode notar, apenas eu! E, eu sei. Eu sei o que acontece quando te cobram demais, quando se aposta tudo em nada, quando as pessoas esperam respostas que você não sabe dar, que não existe colo algum que te proteja e nem ao menos você sabe pra onde correr.
Ainda espero respostas, ainda espero que as respostas venham de você.
A minha parte eu já fiz, permaneci aqui, mesmo sem ter motivos, mesmo sem você notar....
Eu só queria que você soubesse que meu coração ainda dispara quando pisca teu nome, que todas às coisas me fazem lembrar você, que eu não esqueço nem por um segundo nem nunca do teu mais belo sorriso, que mesmo longe eu sei teus passos, que eu acredito em coincidências, que eu ainda escuto as tuas músicas.
Não deixe que o arrependimento por ter tentado durante tempo se torne maior do que a vontade de ficar pra sempre do teu lado.

segunda-feira, julho 03, 2006

Infinito Particular


Nunca precisei de incentivo para escrever, nem bons textos, nem música, muito menos acontecimentos marcantes.
Hoje as palavras borbulham, mas nem sempre consigo colocar pra fora o que se passa dentro. ( mas as palavras continuam borbulhando)
Talvez fosse muita pretensão minha acreditar que dominava tão bem a vida. (minha vida?) Alguns dos meus melhores conceitos foram derrubados por ninguém menos que a própria autora. Não me sinto mais forte e a cada dia que passa mais perdida fico. A mira anda péssima, aquela velha história de direcionar "coisas" e ser devota daquilo/daqueles que não merecem. E eu que sempre me achei imune a armadilhas, me vejo presa a todas elas, a todos os meus melhores conceitos...
Certas horas eu tenho realmente vontade de largar mão do mundo e antes ainda, das pessoas. Definitivamente eu não me familiarizo com hipocresia, falso moralismo, mas também estou longe de ser canonizada.
Ao longo de todos esses anos eu me deparei com todo o tipo de personalidade, do tipo que até poderiam virar mitos. E voltando um pouco na linha de pensamento, eu ainda não aprendi a me imunizar.
Mas os balanços são feitos ( às vezes mal feitos) e eu trago a minha peneira embaixo do braço. O que me assusta não é carregar uma peneira, mas a capacidade das pessoas de escorregarem pelos espaços.